Você sabe o que são fintechs? Basicamente, elas podem ser descritas como empresas que utilizam um viés tecnológico para oferecer serviços financeiros.

Mas qual é a diferença delas em relação às instituições tradicionais? A principal delas é a inovação na forma de ofertar os seus produtos.

Especialistas dizem que o cenário para fintechs no Brasil é favorável quanto à capacidade de expansão. Porém, isso não deixa de lado os diversos desafios que elas enfrentam e enfrentarão durante essa jornada.

Para explicar um pouco mais sobre isso, listamos uma série de desafios com que esses empreendimentos inovadores precisam lidar no cenário atual.

Mecanismos legais e regulatórios

Como as fintechs são negócios relativamente novos, há, ainda, uma certa indecisão jurídica sobre alguns pontos que permeiam a atuação delas, especialmente quanto à classificação ou não como instituições financeiras. Por outro lado, o mercado financeiro é bastante regulado.

Uma fintech, ao ganhar espaço nesse mercado, tende a sofrer mais regulações. Recentemente, o Banco Central abriu o Edital de Consulta Pública 55/2017, que tem como tema o funcionamento desse tipo de empresa.

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O texto desse documento divide as fintechs em duas classificações. A primeira delas é a Sociedade de Crédito Direto (SCD), que diz respeito àquelas que utilizam um capital próprio para conceder empréstimos por meio de uma plataforma eletrônica.

A segunda é a Sociedade de Empréstimos entre Pessoas (SEP), que abrange as empresas que funcionam como uma mediadora para empréstimos feitos entre pessoas via plataforma.

Tecnologia que permite a escalabilidade da operação

As Fintechs já nasceram digitais mas a interação web ou mobile é apenas a ponta do iceberg. A operação financeira requer documentos de identificação ou verificações que, se não forem atividades automáticas, serão um gargalo para a Fintech.

Ser digital é ter interação digital com o seu cliente e ser capaz de automatizar as atividades internas.  O investimento em tecnologias que proporcionam eficiência operacional nas atividades internas empoderam as Fintechs perante os seus concorrentes no mercado financeiro e proporcionam a escalabilidade na operação. Um exemplo é o Atomics, tecnologia capaz de identificar os documentos eletronicamente e extrair as informações para análise automática.

Necessidade de um suporte presencial

Mesmo com o crescimento absurdo de vendas e negócios pela internet, muitas pessoas ainda têm certo receio em fazer qualquer negociação dessa forma. Se, para comprar um sapato, já existe uma desconfiança, imagina para fazer um procedimento mais complexo, como um empréstimo?

O brasileiro está muito acostumado com a figura do gerente bancário, o qual representa um suporte presencial e um auxílio nas escolhas. Vencer isso não é tão simples para as fintechs no Brasil, pois trata-se de uma mudança cultural.

 

Falta de uma boa educação financeira

Outra questão bastante importante e que segue a linha do tópico acima é a falta de uma educação financeira de qualidade por parte da maioria dos consumidores. Quando as fintechs aliam a questão financeira à tecnológica, parece ainda mais difícil transmitir essa mensagem.

Por isso, é necessário utilizar uma linguagem clara e que passe a segurança necessária para o cliente tomar a decisão de escolher esse modelo de negócio como a melhor solução para o seu caso.

Dificuldade dos clientes para obtenção de crédito

A dificuldade da maioria da população em conseguir crédito junto aos bancos é um desafio para ambas as partes. As fintechs precisam encontrar uma maneira para lidar com isso, tendo em mente duas questões: a segurança da empresa e a necessidade de captar clientes.

Definir critérios e filtros é uma das maneiras de obter essa segurança e oportunizar crédito mesmo para pessoas negativadas, mas que são boas pagadoras.

Altos investimentos em marketing

O mercado financeiro é altamente concorrido. No caso das fintechs no Brasil, além da concorrência com outras empresas que optam pelo mesmo modelo, elas precisam lidar com as instituições bancárias tradicionais que oferecem serviços similares.

Juntando isso a pontos citados, como educar a população sobre as vantagens desse novo formato, fica claro que será necessário investir em marketing para que a marca possa se tornar conhecida.

Considerando que os investimentos publicitários dos bancos tradicionais são milionários, as fintechs no Brasil devem focar em estratégias mais específicas, como o marketing digital, afinal, é nesse cenário que as empresas atuam e tendem a encontrar mais clientes.

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