Fintech é o termo usado para designar as novas startups provedoras de soluções tecnológicas no setor financeiro. Elas atuam na intermediação de crédito, meios de pagamentos ou até mesmo contabilidade online. Soluções antes oferecidas exclusivamente por instituições bancárias tradicionais agora estão disponíveis na internet.

As fintechs surgiram em meio à escassez de crédito e à alta dos juros nos produtos bancários, tendo como proposta desafiar os bancos oferecendo taxas de juros menores. O mais interessante é que muitas vezes são lideradas ou criadas por executivos do financeiro. Um exemplo famoso deste novo segmento é a Paypal, empresa criada nos Estados Unidos, que oferece alternativas para os pagamentos físicos.

Como funcionam as Fintechs e como elas podem revolucionar o mercado financeiro?

Com operações enxutas e quase sempre realizadas 100% online, as fintechs desafiam o modelo tradicional do sistema bancário brasileiro com uma nova proposta para o consumidor, muito mais cômoda e tecnológica. Confira o artigo: Como o mobile banking e as fintechs estão mudando hábitos de consumo 

Este novo modelo da comercialização dos produtos financeiros contrapõem a proposta dos bancos, oferecendo um atendimento totalmente digital e muitas vezes sem a intermediação humana. Isso pode ser um desafio para a maioria dos bancos, principalmente depois da criação das plataformas de pagamento eletrônico e de moedas eletrônicas, como os bitcoins.

Neste radar, criado pela Finnovista, podemos observar a quantidade de Fintechs que existem no Brasil. De acordo com a aceleradora, o Brasil é o maior ecossistema de Fintechs da America Latina.

Brazil-Fintech-Radar

Como os bancos estão reagindo às novas Fintechs?

Estudos globais apontam para uma possível perda de espaço no mercado para os bancos, principalmente quando se pensa no caso da Nubank, que criou um cartão de crédito com taxas menores, sem anuidades e é gerenciado por um aplicativo mobile. Por outro lado, os bancos não estão apenas assistindo esta revolução: o espanhol BBVA comprou a Simple, ferramenta que centraliza todas as contas bancárias em um cartão.

No Reino Unido, o Santander criou um fundo de investimento para estas startups. No Brasil, o Bradesco criou a InovaBRA, programa que apoia e seleciona startups para desenvolvimento. O Itaú inaugurou um espaço de coworking para startups inovadoras.

Com isso, o principal desafio dos bancos é investir em soluções tecnológicas para substituir processos burocráticos e fazer-se presente por meio da internet para os seus correntistas.

Acredita-se que as novas fintechs não irão substituir os bancos, mas serão parceiras estratégicas para potencializar resultados e oferecer serviços bancários adaptados às novas necessidades do mercado e de seus clientes. Elas utilizam a tecnologia como principal aliada neste processo de inovação para oferecer soluções seguras, funcionais e com menores custos operacionais, o que representa menos taxas para os clientes.

Sugerimos a leitura do artigo: Revolução das Fintechs, ameaça ou oportunidade para os bancos.

Existe algum fator impeditivo da atuação das fintechs no Brasil?

Apesar da pesada regulamentação financeira no Brasil, o próprio Banco Central reconheceu essa mudança quando lançou um marco regulatório, em 2013,  para o funcionamento de instituições que permitem ao cidadão realizar pagamentos sem o intermédio de instituições financeiras. No momento, não existe nenhuma startup grande o suficiente para representar uma ameaça para algum banco.

Agora que você já conhece mais sobre fintechs e sobre os seus impactos e inovações no mercado financeiro. Já utilizou o serviço de alguma fintech? Conte para gente nos comentários!


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