Em junho, o volume de crédito do SFN apresentou crescimento de 0,6% na margem e de 9,8% na comparação anual – 0,4 p.p. abaixo do mês anterior – fechando em R$ 3,1 trilhões, o que representa 54,5% do PIB. A expansão da carteira das instituições públicas mostrou arrefecimento de 1,0 p.p. e a das privadas nacionais permaneceu em 3,3% a.a., enquanto o crescimento anual das instituições estrangeiras fechou em 8,1% a.a. – incremento de 1,0 p.p na margem. Apesar da retração da economia, ainda não se percebe o impacto na inadimplência que encerrou o mês em 2,9% – queda de 0,1 p.p. na margem.

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Fonte: ABBC

 

Mantendo a trajetória de desaceleração, o montante de crédito do SFN encerrou o mês com crescimento de 9,8% a.a. ante 10,2% a.a em maio – 1,6 p.p. abaixo do mesmo período do ano anterior.

O crédito com recursos livres (RL) apresentou crescimento de 4,9% a.a. em junho contra 4,7% a.a. no mês anterior. Nesse segmento, o crédito PJ teve aceleração, mostrando aumento de 5,0% em 12 meses.Na mesma base comparativa, o crédito PF elevou sua expansão em 0,2 p.p. para 4,8%.

Por outro lado, o crédito com recursos direcionados (RD) apresentou desaceleração de 1,0 p.p. em relação a maio, encerrando em 15,6% a.a.. Na abertura do segmento, a carteira PJ fechou com crescimento de 13,0% a.a. contra 13,6% no mês anterior. Já a carteira PF mostrou maior queda no ritmo de crescimento, saindo de 20,4% a.a. em maio para 18,9% a.a. em junho.

Banco-do-Futuro

 

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Fonte: ABBC

 

Em junho, o volume das concessões chegou a R$ 323,0 bilhões. A variação das concessões acumuladas em 12 meses da carteira total foi de 1,3% – ficando 7,4 p.p. abaixo do mesmo período do ano anterior e com perda de 3,8 p.p. no ano. Seguindo o mesmo critério, as concessões com RL – 86,8% do total – tiveram crescimento de 2,4% a.a.. Já as concessões com RD fecharam com queda de 5,2% a.a. – mesmo patamar do mês anterior, acumulando perda de 10,2 p.p. no ano e 14,9 p.p. em 12 meses.

A concessão média diária da carteira total encerrou o mês com alta de 1,7% na margem e queda de 3,6% na comparação anual, totalizando R$ 15,4 bilhões – ao longo do ano, este desempenho se mostra inferior ao de 2014. A média diária das concessões para PF teve queda de 2,0% na margem e de 3,3% a.a. – fechando o mês em R$ 7,8 bilhões. As concessões para PJ têm um pior comportamento em 2015, com crescimento na margem (6,0%) e queda de 4,0% em relação a junho de 2014.

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Fonte: ABBC

 

Com novo aumento de 0,5 p.p. na margem, a taxa média de juros das operações de crédito encerrou o mês de junho em 27,6% a.a., com alta de 3,9 p.p. no ano. A elevação é mais pronunciada nas operações com RL (1,0 p.p. na margem), que encerraram o mês de junho com 43,5% a.a.. Já as com RD apresentaram modesta alta de 0,1 p.p. em relação ao mês anterior, fechando em 9,3% a.a.. A taxa média de juros para PF acumula alta de 4,8 p.p. em 2015, totalizando 35,5% a.a.. Já para PJ a alta foi de 2,7 p.p. durante esse ano, e 2,9 p.p. maior em relação a junho de 2014, somando 19,2% a.a..

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Fonte: ABBC

 

O spread médio da carteira total em junho, mantém trajetória de alta, encerrando o mês em 17,8% a.a. – maior patamar desde abril de 2012. O spread já acumula incremento de 2,9 p.p. no ano e de 2,3 p.p. em relação ao mesmo período em 2014. A alta fica por conta do crédito com RL, que fechou o mês em 30,7% a.a. ante 29,8% a.a. em maio. Já o spread para RD apresentou redução de 0,1 p.p. na margem, encerrando do mês em 3,0% a.a.. Em junho, a taxa média de captação teve crescimento de 0,1 p.p., encerrando em 9,8% a.a.., com altas de 0,1 p.p. para RL e 0,2 p.p.
para RD, fechando em 12,8% a.a. e 6,3% a.a., respectivamente.

 

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Fonte: ABBC

 

Em junho, a série com a média móvel de seis meses dos atrasos mostrou ligeira elevação para as operações com RL – 4,3% ante 4,2% – e se manteve estável para as com RD, em 3,1%. Já a taxa de inadimplência fechou em 2,9% – 0,1 p.p. menor do que maio. Com isso, acumula alta de 0,2 p.p. no ano. A taxa para PJ ficou estável em 2,3% e para PF teve diminuição de 0,1 p.p., encerrando em 3,7%. Para RL, também apresentou estabilidade (4,7%). Já a inadimplência para RD fechou com queda de 0,1 p.p. (3,1%).

O prazo médio da carteira permaneceu estável em 47 meses pelo terceiro mês consecutivo – sendo quatro meses maior que o mesmo período de 2014. Na abertura, PJ se manteve estável, com 37 meses, e PF mostrou alta de um mês, finalizando junho em 61. A carteira com RL ficou estável em 18 meses, o mesmo para RD, que fechou em 74. Já para as concessões, verificou-se dilatação de dois meses na margem, encerrando em 115, sendo alta de dois para RL (38 meses) e de três para RD (182 meses).

Fonte: ABBC

 

 


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