Em maio, com total de R$ 3,1 trilhões, a carteira de crédito do SFN apresentou crescimento anualizado de 10,1% ante 10,4% no mês anterior. Esse montante representa 54,4% do PIB. As condições adversas do cenário econômico fizeram com que o Banco Central reduzisse sua estimava de crescimento para 2015, de 11,0% para 9,0%. A carteira dos bancos públicos continua expandindo-se em um ritmo mais acelerado do que os privados. Contudo, vem perdendo gradativamente força. A expectativa do Banco Central é que este movimento persista até o final de 2015.

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Fonte: Abbc

O crescimento das operações de crédito continua com trajetória de desaceleração, encerrando maio em 10,1% a.a.. O crédito PF também apresentou evolução mais moderada, encerrando em 11,2% a.a. contra 12,0% em abril. Já a carteira PJ mostrou leve recuperação, encerrando o mês com crescimento de 9,2% a.a. ante 9,0% a.a., impulsionada principalmente pelo efeito da taxa de câmbio no desempenho do crédito ACC (27,9% a.a.) e os repasses externos (39,9% a.a.).

Considerada a fonte de recursos, a carteira com recursos livres (RL) apresentou diminuição no crescimento de 0,1 p.p., totalizando 4,7% a.a.. A expansão da carteira com recursos direcionados (RD) apresentou maior desaceleração na comparação anual, encerrando o mês em 16,5%, sendo 0,6 p.p. menor que em abril e 5,0 p.p. abaixo do mesmo período do ano anterior.

Devido ao fraco desempenho e às expectativas negativas para a economia, o Departamento Econômico do Banco Central revisou a projeção de crescimento do crédito para 9,0% em 2015, sendo que para RL reduziu de 6,0% para 5,0% e para RD de 16,0% para 14,0%.

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Fonte: Abbc

O volume consolidado das concessões no mês de maio foi de R$ 302,1 bilhões. Considerada a variação das concessões acumuladas em 12 meses para a carteira total, a expansão ficou em 1,5% a.a. Os empréstimos com RL fecharam o mês de maio com crescimento de 2,7% a.a. ante os 2,9% a.a. do mês anterior. Ainda no mesmo critério, as concessões com RD continuam a exibir queda em maio, com o recuo de 5,2% a.a. ante uma queda de 4,2% a.a. no mês anterior.

A concessão média diária em maio de 2015 foi de R$ 15,1 bilhões, com recuo de 1,0% na margem e alta de 0,6% na comparação anual. Vale apontar que, ainda de forma mais suavizada, o comportamento segue o efeito sazonal. Na abertura, o crédito por dia útil para PF foi de R$ 7,9 bilhões, com queda de 1,4% na margem e alta de 1,4% a.a.. As concessões para PJ tiveram comportamento mais negativo ao longo de 2015, totalizando em maio R$ 7,1 bilhões/dia, com recuos de 0,5% na margem e 0,3% a.a..

O mês de maio contabilizou novo aumento nas taxas médias de juros praticadas pelo SFN, uma aceleração de 0,6 p.p. na margem e de 3,0 p.p. no horizonte de 12 meses, fechando o mês em 27,1% a.a.. A ascensão das taxas médias foi constatada tanto para as operações com RL como naquelas com RD, com destaque para as primeiras, que atingiu 42,5% a.a. (aumento de 0,7 p.p. na margem).
Deve-se ainda enfatizar a aceleração das taxas para o segmento PF, fechando o mês em 57,3% a.a. Para PJ houve alta de 0,3 p.p., atingindo 26,9% a.a.. Já para carteira de RD, a taxa média situou-se em 9,3% a.a., com alta de 0,4 p.p. em relação ao mês anterior e de 0,6 p.p. para PJ, que fechou maio em 9,6% a.a..

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Fonte: Abbc

O spread médio da carteira de crédito total em maio (17,4% a.a.) apresentou aumento de 0,3 p.p. na margem e de 2,5 p.p. em relação ao mês de dezembro. Esta é a maior taxa desde maio de 2012. Novamente, o maior aumento (0,5 p.p.) foi observado nas operações com as famílias, com spread em 24,9% a.a. – maior taxa desde junho de 2012. A taxa média de captação apresentou  aceleração, saindo de 9,4% a.a. para 9,7% a.a.. O aumento mensal foi maior na carteira PF, que teve alta de 0,3 p.p., fechando em 9,9% a.a.. Já a carteira PJ fechou em 9,4% a.a., com alta de 0,2 p.p. na margem.

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Fonte : Abbc

A série com a média móvel de seis meses dos atrasos permanece em trajetória de alta, fechando em 3,7% em maio contra 3,6% no mês anterior. É a quarta alta consecutiva de 0,1 p.p., movimento
verificado tanto para RL com RD, encerrando maio em 4,2% e 3,1%, respectivamente. Essa suavização indica de forma mais clara a tendência de alta nos atrasos.

A taxa de inadimplência da carteira total apresentou estabilidade nas comparações mensal e anual, fechando em 3,0%. Contudo, houve elevação de 0,1 p.p. na margem de inadimplência das operações com RL, tanto para PF como para PJ. Ainda considerando-se a variação mensal, a inadimplência das operações com RD mantiveram-se estáveis, embora com aumento de 0,1 p.p. para PF. Finalmente, vale destacar o comportamento da inadimplência por perfil das instituições. As estrangeiras e privadas mantiveram o mesmo nível do mês anterior, 3,1% e 4,0%, respectivamente, e as públicas apresentaram alta de 0,1 p.p. na margem, totalizando 2,4% em maio.

O prazo médio da carteira permaneceu estável em maio, encerrando em 47 meses, sendo 60 para PF e 37 para PJ. Essa estabilidade se verifica também no prazo da carteira RL, que permaneceu em 18, e da carteira RD, com alta de um mês na margem, totalizando 74 meses.

Para as concessões, o prazo médio ficou em 113 meses, 17 a mais que o mesmo período do ano anterior. Foram altas de um mês na margem para RL e RD, totalizando 37 e 180, respectivamente. As concessões para PF permaneceram em 160 meses. Já para PJ, apresentaram alta de um mês na margem, fechando em 76.

 

Fonte: ABBC 

 

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