Empréstimos, transferências, pagamentos, seguros  e consultoria financeira já são uma realidade das novas instituições financeiras, totalmente móveis e digitais. As chamadas FinTechs (do inglês, Financial Technology, ou Tecnologia Financeira) têm impulsionado o futuro do setor financeiro e a forma como serviços e produtos estão sendo oferecidos pelas corporações tradicionais. Mas será que isso representa um risco ou uma oportunidade para os bancos tradicionais?

Segundo uma pesquisa realizada pela consultoria McKinsey, até 2025, de 10% a 40% das receitas das corporações financeiras tradicionais estão em risco. Isso indica que o setor bancário deve ficar atento às novas exigências dos consumidores, que estão caminhando na mesma velocidade das mudanças de cenário da concorrência. A verdade é que, com o crescente uso de smartphones, o acesso ao banco está dentro do bolso. E o varejo virtual tem contribuído em grande parte para essas mudanças. Os consumidores querem agilidade, simplicidade, querem utilizar os serviços bancários como quiserem e de onde estiverem, seja em um aplicativo, um caixa eletrônico ou uma agência física.

O cliente já não precisa mais de qualquer interação física com as instituições bancárias, mas isso não indica que os bancos estão condenados a não mais existirem. O ambiente virtual tornou tudo mais dinâmico e é preciso estar aberto às mudanças e as novas perspectivas de uso dos serviços financeiros. De um lado, o desafio de acompanhar a concorrência FinTech, de outro, a grande oportunidade em aprender e fazer parcerias, reduzir custos operacionais e estar mais perto do que realmente o cliente procura.

As FinTechs já são realidade e suas mudanças são irreversíveis. Vejamos agora o que bancos e Fintechs podem fazer para crescerem juntos no novo cenário financeiro digital. Acompanhe!

Ameaça ou oportunidade?

As novas possibilidades oferecidas pela tecnologia nos serviços financeiros têm exigido que bancos passem a adotar estratégias que possam aperfeiçoar os serviços e produtos oferecidos aos clientes.  “Modernizar” a estrutura dos bancos físicos não é uma estratégia de sobrevivência, pelo contrário, ela deve ser vista como uma grande oportunidade de crescimento!

Somente no Brasil, segundo relatório da Febraban, 40% da população utiliza o smartphone. Além disso, o número de contas com móbile banking cresceu 16 vezes desde 2011, quando indicava apenas 2 milhões, em comparação com 2015, que já chega a 33 milhões. Isso indica que as pessoas querem uma maior comodidade e facilidade ao acessarem a conta bancária, consultar saldo ou simplesmente fazer uma compra.

Os investimentos em FinTech estão muito aquecidos globalmente. Segundo KPMG, em 2015, os aportes atingiram US$ 20 bilhões, se multiplicando em seis vezes nos últimos anos. E isso indica que Bancos precisam caminhar junto e mudar seu mindset, ou seja, o seu modo de pensar para atender as novas necessidades do consumidor digital, integrando a digitalização de seus processos a sua estrutura corporativa.

As tradicionais instituições bancárias não podem ignorar as ameaças ou oportunidades que as finTechs representam. De acordo com relatório feito pela PwC, as formas de lidar com os novos desafios são:

  • Adotar uma metodologia FinTech como centro de sua estratégia:

Fintech não é somente a tecnologia, é uma cultura e uma mentalidade. Colocar esta metodologia no centro da sua estratégia significa integra-la aos altos níveis da gestão. Os avanços na tecnologia e comunicação, associados à aceleração do crescimento dos dados e o conhecimento das necessidades dos clientes torna esta cultura essencial em todos os níveis da administração.

  • Utilizar uma abordagem mobile-first:

Adotar esta abordagem é a chave para melhorar a experiencia do cliente.   Bancos tradicionais estão utilizando cada vez mais a abordagem “mobile-first” para alcançar consumidores, desenvolvendo os seus produtos e serviços com o objetivo de melhorar o engajamento dos clientes através do mobile. Os Bancos que oferecem aplicativos móveis estão utilizando, cada vez mais, este canal para entregar proposição de valor, gerar novos fluxos de receita e coletar dados de clientes.

  • Interagir e colaborar com as empresas FinTech;

Mesmo adotando estratégias digitais e mobile, a integração com as Fintechs é essencial. A parceria é uma maneira fácil e flexível de obter o envolvimento com uma empresa de tecnologia e aproveitar as suas capacidades, dentro de um ambiente de teste seguro. Através de uma parceria, os Bancos poderão reforçar a sua competitividade e levar soluções ou produtos no mercado mais
rapidamente.

  • Compreender os desafios regulatórios que estão por vir.

As FinTech representam um desafio para os órgãos reguladores. É um risco que os CEOs enfrentam e se preocupam com o impacto.  Cada país tem estudado e desenvolvido normas e medidas para manterem a segurança e não impedirem o processo de digitalização.

As instituições financeiras que não se prepararem ou mesmo que não definirem uma estratégia virtual para encarar os desafios que estão por vir, enfrentarão sérios problemas para permanecerem rentáveis neste novo cenário financeiro mercadológico. O radar da Finnovista mostra como as Fintechs cresceram no Brasil e o agrupamento por segmento, confira no artigo: Fintechs, tudo o que você precisa saber sobre eles

Este vídeo do Ciab Febraban 2016 esclarece como deve ser a transformação digital pelos bancos:

 

Os serviços diferenciados oferecidos pela tecnologia

Os prazos são maiores, as taxas de juros reduzidas e os empréstimos mais baratos. Estas são algumas das vantagens em lidar com as novas startups e largar a burocracia dos bancos tradicionais.

O que antes era exclusividade dos bancos, como análise de empréstimos, venda de seguros, pagamentos on-line e tantas outras operações, hoje já não são mais. As FinTechs vêm seguramente se posicionando com serviços personalizados e investindo em melhorias para o aumento de usuários digitais. Mas é aí que está uma grande oportunidade para os bancos. Eles já possuem milhões de clientes, com uma extraordinária quantidade de informações e muitos canais de atuação. Se conseguirem uma integração personalizada com cada um deles, a partida estará ganha.

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