O mercado financeiro vive hoje a chamada Quarta Revolução Industrial, momento em que tecnologias disruptivas invadem o dia a dia dos clientes e se refletem na demanda por soluções de negócio que sejam alinhadas com essa nova era.

A era digital traz adventos como a hiperconectividade, mobilidade, internet of things, cloud computing, big data e fast data, além da inteligência artificial e computação cognitiva. Todos esses recursos impulsionam o universo da automação bancária, gerando possibilidades que vêm transformando os modelos de negócios.

As transformações digitais e o mercado financeiro

As possibilidades que esse novo contexto trazem para a indústria financeira estão rompendo paradigmas que vão desde a forma de capturar e manejar informação, passando por novas estruturas de processos mais focados em agilidade e eficiência, chegando à geração de um novo perfil de consumo, com clientes influenciados por uma geração mais exigente, visual e intolerante a fluxos burocráticos e respostas não imediatas.

As tecnologias emergentes que vêm invadindo a indústria financeira representam não só a melhoria da experiência do cliente como traz benefícios diretos ao fluxo interno, proporcionando automação de processos bancários. Tudo isso com soluções de extração e reconhecimento eletrônico de documentos, digitalização de dados, simulação de propostas, além de captura e formalização eletrônica de operações.

As fintechs, por exemplo, são startups que criam produtos, serviços e modelos de negócio inovadores, com amplo suporte de tecnologias que oferecem simplificação e redução de custos. Algumas já estão no mercado e prometem fazer uma revolução tecnológica. Outras inovações para o mercado financeiro são:

Blockchain

Essa tecnologia oferece transações certificadas em plataformas abertas, permitindo que sejam realizadas operações como remessas de dinheiro e confirmação de pagamentos.

Ela ficou conhecida por garantir a segurança das operações realizadas por cripto moedas (“dinheiro criptografado”) como os bitcoins, cujo único impasse é o ambiente altamente regulado do mercado financeiro, que também está em evolução para incorporar esse tipo de novidade de forma mais natural.

Os Bancos e Instituições no mundo inteiro estão estudando a adoção deste tipo de criptografia. De acordo com Camille Ocampo, diretor de serviços financeiros da Capgemini em entrevista à revista Ciab, ” O Blockchain representa para o setor financeiro uma revolução equivalente ao compartilhamento de arquivos em redes ponto-a-ponto no segmento de música”.

Cloud Computing

A “nuvem” oferece possibilidades ilimitadas de armazenamento e processamento do infinito universo de dados que permeiam o mercado financeiro. Existindo investimento adequado em segurança, o cloud traz ganhos diretos ao negócio com expressiva redução de custos na infraestrutura física de TI.

Internet das Coisas

A IoT tem como premissa a comunicação entre dispositivos utilizando a Internet. Com isso, hoje a sociedade é impactada com oferta de carros conectados, equipamentos para automação residencial, dispositivos vestíveis que permitem acionar outros dispositivos e realizações transações comerciais e, em breve, financeiras.

Big Data

Big Data é uma tecnologia que carregou a bandeira de disrupção por um bom tempo, mas que hoje já está inserida no cotidiano empresarial, especialmente, dos ramos que trabalham grandes massas de dados, como o financeiro.

Não se trata mais de mera mineração de informações, mas sim de alta sofisticação de combinação de variáveis, a partir de algoritmos complexos que analisam inclusive dados não estruturados e comportamento dos clientes em mídias sociais e facilitam a definição de estratégias com alto potencial de alcance do cliente.

Computação Cognitiva

A computação cognitiva é uma nova referência para análise de dados, dispersos em fontes diversas e que ao retroalimentar sistemas permitem que a máquina aprenda com as informações capturadas. Aliada ao Big Data e tecnologias de Business Intelligence, a era do machine learning aperfeiçoa a análise de riscos e automatiza a oferta de produtos/serviços, de acordo com a propensão de consumo do cliente.

Inteligência Artificial

O atendimento digital a clientes, por si só, traz uma gama considerável de informações que podem ser utilizadas para retroalimentar a estratégia de negócio e criar soluções baseadas em experiências passadas, recorrentes, mencionadas como positivas.

Quando os computadores evoluem para assimilar informações e, a partir de softwares programados para exaurir todas as possibilidades de negócio, passam a tomar decisões, neste caso a melhor aplicação da Inteligência Artificial na indústria financeira entra em vigor.

Todas essas e muitas outras tecnologias possibilitam ao mercado financeiro oferecer produtos e serviços dimensionados às necessidades reais dos clientes, com mais assertividade. Aliado a isso, oferecem redução de custos e aumento da eficiência operacional, além do alto valor agregado da segurança e melhor atendimento.

As estatísticas sobre a mobilidade no centro da revolução do mercado financeiro

Uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e Deloitte, em 2015, com 17 bancos, revelou que os canais digitais consolidaram um importante crescimento de transações bancárias. O destaque são os dispositivos móveis, que registraram 11,2 bilhões de transações no ano passado — um aumento de 138% em relação a 2014.

A presença do mobile no total de operações passou de 10% para 21% de um ano para outro. E se voltarmos um pouco mais, a 2011, a realidade é chocante: o volume de transações via mobile banking cresceu 100 vezes! A pesquisa ainda levantou que 33 milhões de contas ativas no País já utilizavam funcionalidades do mobile banking em 2015, número 32% maior se comparado a 2014.

Essas estatísticas têm potencial de crescimento quando o mercado em análise está em evolução, como o brasileiro. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2014, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em convênio com o Ministério das Comunicações, e divulgada no Portal Brasil, pela primeira vez, o acesso domiciliar à internet via telefone celular superou o acesso via desktop. De 2013 para 2014, a quantidade de residências que acessaram a internet por computador reduziu de 88% passando para 77%, enquanto a estatística dos domicílios que acessavam a internet pelo celular aumentou de 54 em cada 100 domicílios para expressivos 80 em cada 100 residências brasileiras.

Um outro levantamento, realizado pela consultoria Deloitte, incrementa esses dados e reforça a potência que o mobile banking representa no Brasil: 22% têm o hábito de pagar pelo menos uma conta por algum canal digital semanalmente e 18% compram on-line pelo smartphone ao menos uma vez por semana.

A evolução da tecnologia e a preparação do mercado financeiro

Aqui se aplica a expressão “o céu é o limite” para as empresas que já entenderam que a cultura digital é irreversível e que os clientes estão ávidos por comodidade, funcionalidade, rapidez e a presença da empresa em sua vida, sem limite de lugar, 24 horas por dia, sete dias por semana.

O fato é que algumas palavras de ordem entraram definitivamente para a agenda do mercado financeiro: experiência do cliente e inovação. E nesse contexto, conforme defende com toda ênfase o executivo Greg Brandeau, um dos mais renomados especialistas mundiais em inovação, “quem não se reinventar vai desaparecer”.

Basta considerar que a sociedade vem sendo cada vez mais influenciada pela internet e por uma disrupção digital sem precedentes. Essa nova era obriga o mercado financeiro a se rearranjar de forma intensa e incorporar em suas soluções técnicas complexas de recuperação e análise de dados, mecanismos automatizados de interação entre máquinas e humanos. Além de adotar tantas outras iniciativas e investimentos que vão forçar uma nova experiência empresarial de adaptação aos novos desafios da cultura digital.

Sua empresa está pronta pra essa nova era? De que maneira é possível transformar processos, canais, produtos e serviços para que o mercado financeiro absorva e dissemine a cultura digital? Deixe o seu comentário!

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