Quais são as tendências para o mercado financeiro em 2017? Saber como novos players e tecnologias podem afetar um setor é fundamental para que líderes consigam preparar a sua empresa para enfrentar as mudanças que ocorrem a médio e longo prazo. Assim, uma instituição financeira pode manter-se competitiva mesmo em momentos de crise.

Diante disso, preparamos uma lista com seis pontos que merecem atenção neste ano. Estas tendências são do relatório 2017 Retail Banking Trends and Predictions report“. Confira!

1. Aumento do uso do Big Data e Inteligência artificial na otimização de serviços

Analisar dados sobre a forma como clientes se comportam em plataformas on-line pode ter um grande impacto na capacidade do negócio atender às demandas do setor e direcionar os seus serviços de acordo com o seu público-alvo. Nesse sentido, o Big Data, assim como a inteligência artificial, possuem um papel de destaque, uma vez que tais tecnologias ampliam o número de fatores que são empregados na hora de identificar tendências e personalizar serviços.

A Inteligência artificial é utilizada em plataformas virtuais para personalizar serviços e filtrar conteúdos de acordo com o perfil de cada usuário. Já o Big Data torna a análise de dados precisa, maximizando a capacidade de analistas identificarem tendências. Consequentemente, os registros virtuais do empreendimento agregarão valor aos seus processos, dando mais competitividade para a instituição financeira.

Em relação à aplicação da inteligência artificial, Bradley Leimer, do Santander EUA, diz: “esqueça os robôs conselheiros apenas para investimentos … toda a nossa vida financeira começará a ter um “robo-componente”. E nós estaremos melhor por isso. ”

2. Parcerias entre bancos e FinTechs

As FinTechs são startups voltadas para a prestação de serviços bancários com baixa burocracia e alta mobilidade. Elas possuem como principal público a geração millennial, que busca serviços com maior presença digital e custos reduzidos.

Para manter-se relevante, instituições tradicionais do mercado financeiro devem fazer parcerias com as FinTechs, seja para a troca de experiências ou otimização de processos internos. Essa abordagem beneficiará ambos os lados, uma vez que a criação de serviços integrados aumenta a competitividade do negócio e amplia o seu poder de atingir novos mercados.

Enquanto as FinTechs contarão com infraestruturas escaláveis para apoiar as suas atividades, instituições tradicionais renovarão as suas rotinas internas. O portfólio de serviços será atualizado com processos flexíveis e integrados a meios digitais, algo fundamental para o consumidor moderno.

3. Expansão das plataformas de pagamento digital

Os métodos de pagamento digital já estão presentes não só na web, mas também em smartphones e dispositivos como smartwatches. Sistemas como iOS e Android possuem plataformas nativas que permitem o pagamento rápido de compras sem o uso de cartões de crédito físico. Ao mesmo tempo, os sistemas de pagamento on-line, como Paypal, já estão presentes em várias lojas.

Para atender às demandas de um novo perfil de consumidor, o mercado financeiro deve remodelar as suas políticas de segurança e desenvolvimento de software. Elas terão que lidar com requisições de novos aparelhos e, diante disso, estarem preparadas para compartilharem mais informações por meio de APIs abertas. Assim, os serviços bancários atingirão um número maior de pessoas com alta convergência.

4. Investimentos em inovação

Em um cenário em que as tecnologias mudam rapidamente, inovar tornou-se obrigatório para várias empresas. Em 2017, os investimentos na área devem ser focalizados na busca por plataformas de cloud computing e rotinas de gestão abertas à troca de dados com parceiros comerciais.

Essa abordagem amplia o nível de colaboração entre os players do mercado financeiro, permitindo a criação de abordagens comerciais inovadoras e precisas. Mudanças no cenário econômico e político mundial também podem influenciar a busca por novos mercados, algo que exige que a empresa mude as suas políticas internas para se adaptar a novas regras e legislações. Nessa hora, gestores devem identificar tais alterações como uma oportunidade para inovar e ter rotinas ousadas.

5. Removendo o atrito na Jornada do cliente

Otimizar a jornada do cliente pode transformar, cada ponto de contato com o banco,  em uma experiência eficiente, consistente e personalizada, pela perspectiva do consumidor. Esse é o desafio, calçar o “chinelo do cliente”, desenhar a jornada na visão do consumidor, e não na visão da Instituição.

Os Bancos precisam redesenhar as principais jornadas, identificando as “dores” do cliente em cada processo e as novas oportunidade para melhorar a experiência dentro da agência e em todos os canais da empresa, com o objetivo de engajar e satisfazer os clientes.

6. Melhorando a Distribuição Multicanal Integrada

O uso da análise avançada proporciona uma ótima oportunidade para a experiência optichannel, onde o canal ideal é baseado na necessidade do cliente e no seu canal preferido. As prioridades para as instituições financeiras deveriam ser duas: Tornar as transações básicas ( pagamento de contas, transferências bancárias e consulta de saldo) mais simples e intuitivas, enquanto  transforma os próximos estágios de engajamento ( abertura de conta e depósito de cheques) em processos mais fáceis de concluir de forma online e em um dispositivo mobile.

De acordo com Danny Tang, líder do canal de transformação da IBM, “Os principais bancos vão começar a convergir os serviços do mobile e online para novas aplicações do banco digital, compostos de widgets construídos em uma arquitetura de micro serviços ágeis. As novas aplicações do banco digital oferecerão muitos serviços cross-channel.”

Gostou das tendências e quer receber mais novidades em primeira mão? Assine a nossa newsletter e fique por dentro de tudo o que acontece no nosso blog!


Cadastre-se

RECEBA AS NOVIDADES SOBRE TECNOLOGIA E MERCADO BANCÁRIO